
Hoje eu vou falar sobre o melhor filme do ano de 2009, segundo a minha sincera opinião: Bastardos Inglórios. Quem acompanha a carreira do diretor Quentin Tarantino, não precisa de muitos argumentos para poder ir ao cinema ver essa obra. O filme, com certeza, é o ápice de tudo o que ele já fez.
Os filmes dirigidos e roteirizados por Tarantino sempre tem características marcantes e facilmente reconhecidas por uma pessoa que é fã do diretor. São elas:
- Cenas de diálogos que não alteram praticamente em nada a história do filme, mas que ficam marcadas por serem inteligentes e fazer pensar.
- Trilha sonora encaixadas em cenas que não tem nada a ver com a música, mas que mesmo assim fica ANIMAL. Ele sempre ressuscita músicas antigas e bregas… que na mão dele se tornam cult.
- Homenagens a qualquer tipo de cinema. Tanto aos repetitivos filmes de kung-fu, quanto aos trashs bizarros. Tarantino trabalhou anos em uma locadora… ele vomita toda essa bagagem adquirida.
- Ressuscitar atores apagados.
- Roteiro sem linearidade. Ele faz o filme, picota tudo e joga pra cima. (ok, eu exagerei)
- Violência.
- Inesperado. Você nunca acerta o que vai acontecer. Garanto. E quando eu digo que o filme é inesperado, eu não to falando de só um final surpreendente como acontece em o “O Sexto Sentido”. Eu estou falando de você não adivinhar NADA do que vai acontecer daqui 3 segundos… isso durante o filme todo.

Eu mostrei tudo isso para vocês, que ainda não assistiram Bastardos Inglórios, entenderem o que é esse filme. É um filme de guerra de uma maneira que eu nunca tinha visto antes. Esquece esse filme de guerra que você está pensando nesse momento. Sério. Não é isso.
A história se passa na 2ª Guerra Mundial, na França que estava ocupada pelos nazistas. O tenente Aldo Raine (interpretado fodasticamente por Brad Pitt) é o encarregado de matar o maior número possível de nazistas, da forma mais cruel possível, infiltrado no meio deles com um pelotão de apenas 8 soldados.
O filme é formado por cenas de tensão. Incrível como tudo foi feito cuidadosamente para criar tensão do começo ao fim. A trilha sonora cresce junto com situações criadas. As situações que são retratadas fazem você rir… rir de nervoso. O tempo todo parece que vai dar merda.

As cenas são muito bem dirigidas e as atuações estão simplesmente perfeitas. Não tem um personagem principal… ninguém tenta aparecer mais que o outro. O destaque maior é do desconhecido ator alemão Christoph Waltz. Ele faz, com certeza, um dos maiores vilões da história do cinema: o coronel nazista chamado Hans Landa. A melhor palavra que define esse personagem é: Educação. É tanta educação que chega a dar nojo. Ele é o cara filha da puta… mas não perde a educação. Sabe quando você começa a desconfiar que vai dar alguma bosta? Sabe quando tudo está muito certinho demais?
Eu saí em êxtase do cinema. Os créditos começaram a passar… e eu não queria levantar da cadeira.
Como eu não quero entregar NADA do filme… o resto sobre ele eu deixo para discutir com quem já assistiu. E pra quem não assistiu ainda, ficam essas dicas para vocês prestarem atenção:
- Trilha sonora. Como e quando ela entra. Como e quando ela para (do nada).
- Câmeras girando ou seguindo personagem na hora exata da atuação.
- Closes calmos, sem pressa… principalmente em situações de tensão. As pessoas por dentro estão explodindo… mas por fora tem que se mostrar calmos.
- Ironia em cima do politicamente correto. O filme liga o foda-se pra tudo. TUDO!
Pra quem não gosta de violência. Um aviso: Tem violência SIM. Mas é pouco e irrelevante quando se compara com o resto da obra de arte.

Gente… eu não sou especialista em nada. Tudo o que eu escrevi aqui, é a minha opinião. Todo mundo tem um ponto de vista quando acaba de assistir um filme. Todo mundo tem algo a falar quando sai do cinema. Sendo certo ou não… o que eu tenho pra falar, está falado!
E você? Tem uma opinião?