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Vinicius Paraiba

Histórico de Posts com a Tag: ‘avó’.


Postado por: Miss Independent em 28/07/10
Categoria: Miss Independent

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Do alto de seus 71 anos, eu sempre quis saber qual era o segredo de meu avô para ser a pessoa sempre agradável que se apresenta diante de mim, de minha família ou de outras pessoas. Um senhor que não reflete a idade que tem, nem fisicamente, tampouco mentalmente. Posso conversar com meu avô de tudo! Desde assuntos relacionados a economia ou esporte até tópicos que envolvam Internet e computador: ele os domina, e usa o computador tão bem ou melhor do que eu.

Mas, sem que eu precisasse perguntar, dia desses eu recebi um e-mail dele, intitulado “Fórmula para envelhecer menos”… E diria que, no fundo, ele sabia que eu estava intrigada com isso. Segue abaixo a resposta de meu avô (escrita inteiramente por ele):

“Procura-se sempre a alquimia perfeita para retardar o envelhecimento inevitável, mas existem alguns conselhos que devemos levar em conta. Nossos relacionamentos em família são, sem dúvida alguma, um ponto importante nesse processo. Um relacionamento baseado na compreensão, respeito, companheirismo, fidelidade, amizade, tolerância e principalmente muito amor entre o casal é meio caminho andado para a paz tão sonhada nos nossos lares. Sejamos pessoas de bom senso e reconheçamos quando estivermos errados: nada agrada mais a Deus do que a reforma íntima de cada um. Devemos notar que na formação de um casal, cada um traz na sua bagagem virtudes e defeitos que deverão ser tolerados e entendidos como obstáculos a serem superados. As desavenças, agressões verbais e físicas nos trazem doenças às vezes irreversíveis. Cada ser agregado ao nosso convívio é mais uma prova a ser bem administrada, por isso devemos nos preparar sempre com muita leitura e informação, para que o conhecimento nos dê o respaldo necessário a fim de que atinjamos nossa meta. Nossa alimentação deve ser frugal: notemos que nosso corpo não tem necessidade de tanto alimento. Vícios da comida ou bebida em excesso, além do cigarro, sabemos serem prejudiciais à saúde, e a ciência comprova que exercícios regulares, desde o mais básico, que é o caminhar, nos darão maior capacidade de respiração, pois o oxigênio é de importância ímpar e, aliado a outros procedimentos, com certeza nos deixará mais jovens e dispostos. Dormir o necessário, nem muito nem pouco, pois cada pessoa tem uma determinada necessidade. Manter sempre pensamentos nobres seguindo a máxima de Jesus - é dando que se recebe -, pois a lei do retorno é infalível, pensamento ruim atrai coisas ruins e faz mal à saúde. Críticas a outras pessoas devem ser evitadas: cada um tem seus defeitos e terá um tempo certo para corrigí-los. O julgamento dos atos dos outros pode até acontecer, mas geralmente o que fazemos é o pré-julgamento sem o conhecimento da causa. Ajudemos sempre e com certeza seremos ajudados aqui ou ali. Saúde e juventude vêm de um conjunto de procedimentos e relacionamentos raciocinados.”

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Postado por: Miss Independent em 07/08/09
Categoria: Miss Independent

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Estou de volta… O Dia dos Pais está aí mas, se me permitem, não vou falar dessa figura masculina tão importante, mas sim de uma pessoa de igual estima em minha vida: a mãe de meu pai. E se me permitem também, quero contar um pouco de sua história.

Minha avó paterna não foi aquela com quem tive mais contato. Não foi aquela que cuidou de mim enquanto meus pais trabalhavam, nem foi aquela cuja casa era quase como meu segundo lar, ou residência certa nos finais de semana. Acabou não sendo a avó mais próxima por… coisas do destino. Talvez por ser a mãe do meu pai, e não a mãe da minha mãe.

Porém, aos meus 13 anos de idade, quando minha avó já era viúva, vivenciei a morte de meu tio, em um trágico acidente de trânsito. Meu tio tinha apenas 33 anos, e um filho de 3. Naquele fim de semana pós-tragédia, eu fui a pessoa escalada por minha família para dormir e acompanhar minha avó durante o dia, para que ela não ficasse triste. Quer dizer, não ficasse TÃO triste. Porque vi de perto o que é a dor de perder um filho.

Me pergunto até hoje - e vocês também podem estar se perguntando -: “POR QUE EU?”. Talvez porque eu não era nem criança, a ponto de ela ter que ficar me olhando e cuidando para que eu não me pendurasse na estante como meu primo, nem adulta, a ponto de morrer de preocupação ao ver o tamanho da dor que minha avó sentia. Sem saber ao certo as dimensões do acontecimento, e ao mesmo tendo noção de que ocorrera algo de muito ruim, eu pude apenas ser eu mesma, sem me debulhar em lágrimas. E de fato, apesar de lembrar da dor, lembro também de ter conseguido fazê-la conversar sobre assuntos banais, de termos jogado palitinho (uma brincadeira que ela me ensinou), de termos passado alguns momentos QUASE como se nada tivesse acontecido… enfim, lembro de termos voltado no tempo e sermos um pouco mais crianças juntas, de novo…

Guardo esse fim de semana na lembrança, porque foi, ainda que infelizmente, essa morte que me deixou mais próxima de minha avó, justamente quando eu estava entrando na adolescência e começando a entender de perda, de amores, de família. Foi essa morte que fez, daquele dia em diante, eu me interessar cada vez mais por aquela mulher que precisava imensamente ser amparada, porque uma parte de si fora arrancada e ela perdera algo que JAMAIS iria recuperar. Foi esse acontecimento que me fez, aos poucos, enxergar em minha avó a mulher de fibra que ela era, e reconhecer nela, em nosso sangue, uma característica comum a ambas: a força com que ela defendia e amava os filhos. A força com que ela defendia e amava meu pai, como eu fazia. Eu sabia que eu havia puxado aquilo de alguém.

Minha avó paterna infelizmente faleceu, aos 78 anos, de parada cardíaca, há exatamente uma semana e dois dias. E eu corri fazer o que ela faria de melhor: defender o filho da dor, e AMÁ-LO como ninguém. Pode deixar vó… eu tô cuidando do meu pai…!

A todos os patriarcas, um excelente Dia dos Pais, com filhos tão bravos quanto suas mães souberam ser. E ao meu pai em especial… eu estarei SEMPRE contigo. Sempre e pra sempre.

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