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PARCEIROS


















BOTÃO DE PARCEIRO
Vinicius Paraiba

Histórico da categoria: ‘Miss Independent’.


Postado por: Miss Independent em 02/09/10
Categoria: Miss Independent

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Temos mania de julgar. Mania de querer que as pessoas sigam o nosso padrão, de achar que têm que concordar com a gente e gostar das mesmas coisas que gostamos. Eu tenho, você tem e não conheço ninguém que não tenha. Mas quem já esteve do outro lado sabe quanto é ruim… Ser rotulado, podado, limitado dá uma enorme sensação de prisão.

No ano passado, tive um namoro assim. Nesse relacionamento, tentei adequar meu ex ao perfil do cara que eu queria para mim. Já entrei no relacionamento querendo que o namorado fosse completamente diferente do que era. O tiro saiu pela culatra: eis que ele TAMBÉM queria uma namorada diferente.

As “prisões” e “grilhões” foram muitos, desde meu gosto musical à maneira como eu me vestia. E não há nada pior que constatar que a pessoa que você escolheu para estar ao seu lado não só não sabe NADA de você, como tem uma ideia pré-concebida da sua essência e personalidade e não está disposta a mudá-la, ou melhor, descobrir que o seu verdadeiro eu não é bem quem ele pensava…

Explico. Era comum que eu chegasse de cabelo preso e ouvisse a seguinte frase: “Nossa, mas… cabelo preso? Nem parece você…”. E a cara de cu nada se estendia, até que eu resolvesse soltar o cabelo e visse como mágica surgir o balãozinho acima de sua cabeça dizendo “Ahhhh, agora sim… essa é minha namorada!!”

Outra situação comum: ele não podia me ver muito arrumada (pois é!!). Se eu chegava com um daqueles casacões de frio bonitos, aqueles um pouco mais elegantes, lá vinha um “Nossa… que blusa diferente… Nem parece você”.

“Nem parece você… nem parece você”… Essa frase ecoou por dois meses na minha cabeça. Até que eu cansei.

É triste, mas é fato: quando vamos aceitar que as pessoas têm gostos diferentes? Quando vamos aceitar que o amor, um namoro, é EXATAMENTE ISSO: descobrir um ao outro aos poucos, se apaixonar (ou não) cada vez mais, enquanto a pessoa vai despindo sua essência diante de nós? Em dois meses, ele ACHOU que já me conhecia. E essa frase – Nem parece você – se tornou o alarme que dizia “você não pode mais ser quem é”.

Ele nunca perguntou quanto eu amava prender o cabelo, ainda que na maioria das vezes ele estivesse solto. Nunca sequer descobriu que uma das coisas que mais gosto de fazer no meu cabelo é uma trança bem bonita, ou ir a uma festa junina de Maria Chiquinha, só pra brincar de ser criança às vezes! Nunca se importou em saber se existia mais por trás da menina-moleca que usava moletom, e porque meu trabalho exigia que, de vez em quando, eu abandonasse esse papel e assumisse a função da “mulher de negócios”, que atende clientes, vai a reuniões e preocupa-se, apesar da pouca idade, em parecer séria. O principal: ele nunca perguntou ou esperou o tempo dizer quem eu era de verdade…

Uma pena. Muitos adorariam a resposta: “muito mais do que você vê”.

Não deixe que alguém te limite, te pode, te julgue ou te prenda, que mude sua personalidade, seus valores ou dite quem você tem que ser… o que temos de mais bonito e valioso é o que construímos dentro de nós.

Quem você é? Só você pode dizer…

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Postado por: Miss Independent em 26/08/10
Categoria: Miss Independent

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E como eu queria que hoje fosse sexta à noite. Eu chegaria em tua casa com a alegria peculiar de uma criança de 10 anos. Após os cumprimentos iniciais, a vó colocaria a mesa e eu sentaria a teu lado no sofá, respeitando o teu canto, sempre o canto esquerdo, para poder olhar a rua. Eu te daria a mão e você me contaria incomumente a história dos três reis magos. Depois juntaria um pedaço de jornal, amassando, e colocaria dentro de um saquinho plástico. Com um nó sutil, nele residiria o resto da nossa noite, brincando de bater e rebater aquela imaginária “peteca” inesquecível.

E como eu queria que ainda não houvesse chegado junho de 2001. Eu poderia ainda te visitar e ver como sua família era bonita. Como seu filho de 3 anos se parecia, e muito, com você. Como seu dom e gosto pela música tinham deixado um certo rastro em meu sangue. Como eu poderia sonhar em aprender todos aqueles instrumentos com você, tão logo eu crescesse e pudesse pensar em outras coisas. Como eu gostaria de ainda poder te ver chegar na minha casa, sempre aquele que eu vira como “meu tio preferido”, pois era o único que fazia questão de cantar as músicas da Xuxa comigo. Como você foi embora cedo… e como, de uma certa forma, eu tenho lembranças que ainda me fazem morrer de saudade.

E como eu queria que aquele “um mês depois” não tivesse chegado. Como foi estranho acordar com minha mãe dizendo aquela notícia tão ruim. A primeira reação: “É brincadeira mãe?”. Mas minha mãe jamais brincaria com aquilo.

Foi difícil aceitar. Depois de você, eu conheci o real significado do “tinha tanto a viver”. Foi difícil voltar à sala de aula em agosto e ver o teu lugar vazio. Foi difícil ver as amigas de sempre, e as novas amigas, juntas chorando no intervalo. Foi difícil ver que de repente pintaram a escola de preto e as cores foram embora. Foi difícil lembrar de você no meio da viagem de formatura, e chorar como criança… Foi bem difícil te representar e fazer uma homenagem às pressas no meio da colação, bem menos do que você merecia. Foi difícil aquele ano, e todos os anos os outros que sonhamos que estaríamos, assim como desde a 1ª série, sempre juntas.

De todas, a tua saudade é a mais latente… é a mais “ainda não me acostumei”. Fez um ano vó. Fez um ano e ainda não me acostumei. Às vezes tenho impulso de perguntar “alguém chamou a vó pra almoçar com a gente hoje?”, “quem vai buscar a vó?”, “compraram o presente da vó?”. Às vezes lembro da gente jogando palitinho pra passar o tempo. Às vezes, sinto saudade do teu jeito sempre preocupado, e da pessoa que tinha certeza que eu ia alcançar “tudo aquilo que eu almejo”. Às vezes não, vó. SEMPRE. Porque eu apenas me distraio, mas a memória não esquece. Basta abrir uma Coca Zero pra tudo recomeçar.

Foram tantos que passaram… mas quem marcou foram vocês. E se eu não tive oportunidade ou maturidade… obrigada, obrigada, obrigada, MUITO obrigada! Faço tudo que faço por orgulho e memória de vocês.

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Postado por: Miss Independent em 19/08/10
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(se você estranhou esse título, acredite: esse texto é pra você!)

Você já reparou o que acontece quando você declara estar completamente feliz? Tenho um certo receio quando falo “minha vida está perfeita” pois parece que o olho gordo alheio cresce e as pessoas começam a apontar justamente o que elas sabem que você gostaria de mudar: “Mas e o seu coração? E seu projeto de atividades físicas? E a ideia de emagrecer? E a pós-graduação? E o violão que você não toca tão bem até hoje? E o carro que você ainda não dirige?”. Blá-blá-blá! As pessoas não suportam ver alguém FELIZ…

A verdade é que todos esses meus itens, e os seus também, estão dentro da lista “resoluções de ano novo que ainda podemos cumprir”.

Anotem essa parte: AINDA PODEMOS. Ok, o tempo passa rápido, mas nós tivemos 7 meses, quase 8, desse maravilhoso 2010. E ainda temos pelo menos 4 a nos deliciar por aí.

Já vi e ouvi ao menos 3 pessoas tecendo o seguinte comentário: “2010… ô ano ruim! Acaba logo!!!!!”.

(pausa para consternação)

Peraí… OI?! Deixa eu ver se eu compreendi direito…

Quer dizer que você joga ALGUNS 4 meses da sua preciosa vida (que, diga-se de passagem, quanto mais velhos ficamos mais parece CURTA) NO LIXO por causa de outros 8 que foram ruins? Já não bastou perder esses não?!

Desde quando alguns meses (quase metade de um ano, aliás) viraram MICHARIA? Tempo é “artigo de luxo” hoje em dia! Quem aí está contente e satisfeito com as míseras 24 horas do seu dia? Quem é que não queria aumentá-las? Quem nunca se pegou pensando “caraca! Já estamos… em agosto!! Para de correr, tempo, PARA!!”?

Vamos é parar com esse negócio de que 2010 tem que acabar… seu ano está ruim? Ótimo! Você tem incríveis 4 meses – sinta o poder da positividade mudando a sua perspectiva!! – para levantar a cabeça, reforçar a fé, rezar, lutar, crer, acender incenso, entregar currículo, fazer novena, comer o pãozinho de Santo Antonio, iniciar alguma simpatia e dar a volta por cima! Seja de que forma for!

Não desista desse ano… não desista desse 2010 que se iniciou com sorrisos, desejos de felicidade e prosperidade, cores, festa e pessoas especiais. Não desista de um ano que, ao despontar, tinha TUDO para dar certo. Inclusive a sua fé.

Lute agora. E que 2011 seja o nosso descanso merecido. 2010 está só começando…

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Postado por: Miss Independent em 12/08/10
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Vou ser direta na coluna hoje… Vamos lá!

1a. “I didn’t come here to tell I can’t live without you. Cos I can. I can live without you. I just don’t want to.”

“Eu não vim aqui para dizer que não consigo viver sem você. Porque eu consigo. Eu consigo viver sem você. Eu só não quero.”

(Frase da personagem de Jennifer Aniston no filme “Dizem Por Aí”. Se essas não forem as palavras exatas, é algo do tipo, hehe)

Ninguém é dependente de ninguém. Nem de quem a gente ama. Como diz uma amiga minha, “ninguém morre de amor”. Não morre mesmo. A gente sobrevive sim sem a pessoa que amamos. Nós podemos ser felizes, e muitas vezes esse é o motivo de “desgostar”: você se desapega. Descobre que pode viver sem a pessoa. E aí percebe que não era tão amor assim… Era obsessão. Ou então, era amor… Mas não deu certo e você segue sua vida, né? Fazer o quê?! Não dá pra esperar o dia que o cara vai cair da cama, bater a cabeça no chão e se tocar que você tá indo embora!!

O amor – ou sofrer por amor - é sim uma questão de escolha: você ama, mas pode viver sem a pessoa, e sua escolha reside no fato de decidir se você quer viver ou não. Quando se ama, quer ficar perto. E ponto. Mas só me faça um favor: se mesmo querendo, a pessoa não ligar pra isso… Dá meia volta e vai embora… Você já fez o que pode!!

2a. “Não se pode tomar as mesmas atitudes e esperar resultados diferentes”

Acho que essa frase se autoexplica. Pra que bater a cabeça né gente?! Tentou, explicou, falou, tomou aquele atalho, e o negócio não vai… não muda, não resolve, continua te frustrando… HELLO!! Talvez quem precise mudar é você!! Sua personalidade, sua decisão, tomar um caminho diferente… não insista onde não dá: muda a rota!!

3a. “There’s a light at each end of this tunnel, you shout ’cause you’re just as far in as you’ll ever be out”

“Há uma luz em cada final desse túnel, você grita porque está tão longe que parece nunca vai sair”

(Música: Breathe / Anna Nalick – Trilha do filme De Repente É Amor)

Certa vez, recebi um e-mail que dizia: “encare cada problema com a pergunta: em 5 anos, isso vai fazer diferença?”. Meus problemas acabaram!!!

Ok, o difícil não é isso, o difícil é que NO MOMENTO EM QUE ACONTECE, nós não enxergamos a solução. E sofremos como ninguém. A gente se tortura, tem noites mal dormidas, estresses desnecessários, desconta na família, no namorado e até no cachorro… Mas ter isso em mente é realmente confortador: vai passar. Sempre passa.

Se você não gosta da frase dos 5 anos futuros, pense nela como um referencial do passado… seus problemas de 5 anos atrás se resolveram? De 5 meses? De 5 semanas? E você ainda está vivo, e bem? E já surgiram outros?! Rsrsrs.

Como diz a música… “Breathe… Just breathe”.

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Postado por: Miss Independent em 06/08/10
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A vida às vezes parece um sonho… Ou somos nós que não temos coragem?

Às vezes algo destoa… soa mesmo contraditório. Você sempre sonhou com algo muito grande, quase inalcançável, e eis que aquilo, puff… cai na sua frente. Ao seu alcance. Nas suas mãos. Então você se pergunta: será que é para mim? Olha para os lados, tem medo de dar um passo à frente… não quer enxergar o óbvio: sim, é pra VOCÊ.

Você se sente aqueles atores escalados para o papel principal de um filme importantíssimo, que mesmo antes de estrear já é forte concorrente aos principais prêmios do cinema, mas de alguma forma tem a sensação – a incrível sensação, muito mais sua do que alheia – de que não é a hora certa ou o melhor momento de realizar uma tarefa tão grandiosa…

Meu filho, não questione: assuma.

É natural do ser humano se amedrontar diante de determinadas situações… Perguntar-se se aquilo que vive realmente é para ele, querer voltar à cômoda situação da inércia. O homem que se casa depois de tanto tempo vivendo debaixo do teto dos pais; a mudança de país, ainda que por alguns meses; a troca de emprego; o fim do namoro daquele que sempre saiu de uma relação para entrar em outra e de repente se vê de volta ao “mercado dos solteiros”, ou até mesmo a eterna solteira finalmente encontrando o que procurava e não sabendo lidar com aquela nova dinâmica de compromisso, cumplicidade, paciência, festas de família e todo o pacote de um “primeiro namoro”.

É, a vida não é fácil. É um eterno “acostumar-se”, um pedido constante de “mude, por favor. Reinvente-se”. Um teste contínuo para ver até onde aguentamos, uma incessante busca por nós mesmos…

Li dia desses um texto assinado por Cris Guerra, que continha, dentre outras frases, o seguinte trecho: “Mudar é um parto, sempre. Mesmo que o novo mundo seja melhor. Diante do universo inteiro que se anuncia novo, o de alguém que chegou de surpresa, muitas vezes nos acovardamos”.

Essa é a palavra, COVARDIA. Depois de tantas porradas, a vida vem, realiza nossos sonhos, e a gente… a gente vai fazer o quê? Deixar de viver?! Retroceder?! Seja grande como o que você anseia. A vida está apenas cumprindo o que você sonhou.

A vida às vezes parece um sonho? Pensando bem, eu fico com a segunda opção.

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Postado por: Miss Independent em 28/07/10
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Do alto de seus 71 anos, eu sempre quis saber qual era o segredo de meu avô para ser a pessoa sempre agradável que se apresenta diante de mim, de minha família ou de outras pessoas. Um senhor que não reflete a idade que tem, nem fisicamente, tampouco mentalmente. Posso conversar com meu avô de tudo! Desde assuntos relacionados a economia ou esporte até tópicos que envolvam Internet e computador: ele os domina, e usa o computador tão bem ou melhor do que eu.

Mas, sem que eu precisasse perguntar, dia desses eu recebi um e-mail dele, intitulado “Fórmula para envelhecer menos”… E diria que, no fundo, ele sabia que eu estava intrigada com isso. Segue abaixo a resposta de meu avô (escrita inteiramente por ele):

“Procura-se sempre a alquimia perfeita para retardar o envelhecimento inevitável, mas existem alguns conselhos que devemos levar em conta. Nossos relacionamentos em família são, sem dúvida alguma, um ponto importante nesse processo. Um relacionamento baseado na compreensão, respeito, companheirismo, fidelidade, amizade, tolerância e principalmente muito amor entre o casal é meio caminho andado para a paz tão sonhada nos nossos lares. Sejamos pessoas de bom senso e reconheçamos quando estivermos errados: nada agrada mais a Deus do que a reforma íntima de cada um. Devemos notar que na formação de um casal, cada um traz na sua bagagem virtudes e defeitos que deverão ser tolerados e entendidos como obstáculos a serem superados. As desavenças, agressões verbais e físicas nos trazem doenças às vezes irreversíveis. Cada ser agregado ao nosso convívio é mais uma prova a ser bem administrada, por isso devemos nos preparar sempre com muita leitura e informação, para que o conhecimento nos dê o respaldo necessário a fim de que atinjamos nossa meta. Nossa alimentação deve ser frugal: notemos que nosso corpo não tem necessidade de tanto alimento. Vícios da comida ou bebida em excesso, além do cigarro, sabemos serem prejudiciais à saúde, e a ciência comprova que exercícios regulares, desde o mais básico, que é o caminhar, nos darão maior capacidade de respiração, pois o oxigênio é de importância ímpar e, aliado a outros procedimentos, com certeza nos deixará mais jovens e dispostos. Dormir o necessário, nem muito nem pouco, pois cada pessoa tem uma determinada necessidade. Manter sempre pensamentos nobres seguindo a máxima de Jesus - é dando que se recebe -, pois a lei do retorno é infalível, pensamento ruim atrai coisas ruins e faz mal à saúde. Críticas a outras pessoas devem ser evitadas: cada um tem seus defeitos e terá um tempo certo para corrigí-los. O julgamento dos atos dos outros pode até acontecer, mas geralmente o que fazemos é o pré-julgamento sem o conhecimento da causa. Ajudemos sempre e com certeza seremos ajudados aqui ou ali. Saúde e juventude vêm de um conjunto de procedimentos e relacionamentos raciocinados.”

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Postado por: Miss Independent em 15/07/10
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Ouvi alguns brasileiros que entendem de futebol dizerem por aí que essa Copa foi ruim. Que a parte técnica das seleções deixou a desejar, que a infraestrutura não era das melhores, que assaltos ocorreram aos montes na África, que a campeã não foi a melhor das seleções e que a Jabulani – ah, a tão falada Jabulaaaaani – atrapalhou o futebol! Ora, brasileiros, vocês estão é muito mal acostumados!!

Somos um país órfão de jogadores como Garrincha, Pelé, Sócrates, Rivelino… e, se não me engano, foi o próprio Sócrates quem disse que jogou 5 minutos com a Jabulani e que gostaria de ter 90 em uma Copa com ela, pois se tratava de uma bola leve e gostosa de jogar, ao contrário do que afirmam nossos “ídolos” atuais.

No entanto, apesar de deixarem 190 milhões de brasileiros nostálgicos, jogadores como esses não se despediram ONTEM do futebol! Aquela velha nova frase – futebol não tem mais bobo – se encaixa como nunca… Os tempos são outros, e já deveríamos estar acostumados. Não é mérito de outras seleções, mas sim demérito da parte tática e técnica que suprimiu o que chamamos de futebol-arte há muito tempo. Porém, temos que admitir que tudo tem seu lado positivo: há quem ache LINDO ver uma equipe dar um nó tático em outra… Admirar a inteligência do técnico que montou aquele esquema e anulou os principais atletas adversários, numa autêntica jogada de mestre, como no xadrez… Xeque-mate.

O futebol mudou. Não se pode usar exatamente a palavra “evoluiu”, pois nós somos a geração que ainda avalia se essas mudanças estão sendo positivas ou não. Mas elas ocorrem, em todos os esportes. O vôlei, por exemplo, com a simples alteração da regra do “saque queimado” – a bola que bate na rede no saque não mais altera a situação de jogo e a partida continua normalmente – deixou embates mais disputados e tie-breaks muito mais emocionantes. A simples extinção da “vantagem” deixou o esporte mais dinâmico.

Sim, somos a geração-cobaia desse novo futebol, de Jabulanis, pontos eletrônicos e tira-teimas digitais. E também de novos países-sede, sem o “velho mundo” ditando as regras de como organizar um evento de tal porte. Mas muitas vezes NÓS cobramos isso… NÓS exigimos em nossos times e seleção um técnico que saiba como treinar a equipe, não só praticando passes, chutes a gol, pênaltis, cruzamentos, escanteios e rachões, mas também taticamente, realizando análises e estudando seriamente o futebol. NÓS torcemos por uma Copa do Mundo na África ou no Brasil, para “variar um pouco”. E nós temos que arcar com todas as consequências disso, sejam elas boas ou ruins.

Nós não tivemos, esse ano, uma Copa com um nível “abaixo do esperado”, ou um evento esportivo mal organizado… Tivemos nada mais, nada menos do que o resultado dos esforços de quem vem gerenciando – e torcendo – pelo futebol. Nós esperamos demais, brasileiros… Nos tempos de agora, bem ou mal, essa é a Copa que merecemos ter.

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Vinicius na Paraiba (Parte 1)

Minha primeira viagem ao estado da Paraiba. Nesse vídeo mostra somente como foi a viagem de avião de Bauru até a capital João Pessoa

BEIJO DE PINGUIM
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