PUBLICIDADE
PARCEIROS
















BOTÃO DE PARCEIRO
Vinicius Paraiba

Histórico da categoria: ‘Miss Independent’.


Postado por: Miss Independent em 12/03/10
Categoria: Dicas, Miss Independent

miss2

Você já viveu aquele momento que não queria que nunca mais acabasse? Já teve aquele ano perfeito e achou que nunca mais Deus te daria um ano tão bom? Já se mudou de cidade e, achando que ia ser uma droga e não ia se adaptar, descobriu que nunca tinha sido feliz de verdade antes e encontrou o seu lugar?

É, tudo isso é muito, muito bom. Mas como tudo na vida… tudo isso ACABA. E o fim é triste, e dói. E muitas vezes as lembranças são tão intensas que é difícil despedir-se. É claro, acontece aquela separação física, o adeus forçado… mas o que fazer das memórias? O que fazer com a saudade?

Morando com duas psicólogas, aprendi um conceito da área, o qual achei muito humano, que se chama “elaborar o luto”. Quando um relacionamento marcante, uma fase importante da vida ou até mesmo uma expectativa se extingue e chega ao fim, todos nós, seres humanos, precisamos elaborar o luto. Porque, para nós, mesmo que saibamos que o final está próximo, ainda que sintamos a relação andar na corda bamba, ou apesar de fazermos aquele intercâmbio sabendo que em um ano estaremos de volta, nossos sentimentos – e saudade – precisam passar por todas as fases necessárias de aceitação para realmente darmos “Adeus”.

Agora, peço-lhe uma coisa, caro leitor ou leitora: ELABORE SEU LUTO. Sim, passe por todas essas fases - choque, negação, raiva, depressão – chegue à aceitação, e enterre BONITO o que está no seu passado. Não porque não seja digno de ser lembrado, mas porque você PRECISA seguir em frente. É preciso ser maduro o suficiente para dizer a si mesmo “chega de saudade”, quando se trata daquela saudade que te faz o tempo todo querer voltar a viver aqueles momentos… isso não é saudável para você, e nem para quem convive e faz parte da sua “nova vida”.

É preciso seguir em frente pois você deve algo a si mesmo. Depois de uma vivência assim, inesquecível, você tem consigo mesmo a eterna dívida de “ser feliz novamente”. E de se PROVAR que se pode ser feliz, tanto quanto ou mais do que já foi um dia.

E não… não é preciso esquecer. Coisas como essas fazem parte de você e, por mais clichê que pareça, construíram quem você é hoje. Mas vá, vá… segue adiante. Algo ainda melhor pode te esperar lá na frente.

“E o fim é belo, incerto

Depende de como você vê

O novo, o credo

A fé que você deposita em você e só…

Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você

Só enquanto eu respirar…”

_____________________________________________

Contatos:

E-mail: colunamiss@gmail.com

Twitter: @colunamiss

Perguntas: www.formspring.me/missindependent


Postado por: Miss Independent em 04/03/10
Categoria: Miss Independent

miss

Era uma vez quatro meninas que se conheceram na cidade Sanduíche, um município longínquo demais de seus lares e, de início, um tanto quanto diferente e assustador. Diferente porque duas delas vieram de cidades maiores e tiveram muito a se adaptar; assustador porque a outra dupla veio de lugares menores e estranhou bastante o lugar.

Elas foram morar juntas. Por que se acharam as mais legais? Por que houve empatia de cara? Por que alguma coisa nelas combinava? Fato é que a resposta é sim, mas elas não sabiam ao certo naquela época. Elas eram apenas quatro meninas que chegaram “atrasadas” para as aulas, e uniram-se apenas porque seus colegas já estavam arranjados e instalados. Porque Deus quis assim.

Ouso dizer que elas eram os esboços mais parecidos e mais desiguais de amigas que o cara lá de cima criou. Cada uma tinha sua peculiaridade e um jeito único de ser.

C. era a palhaça da casa. O espírito cômico e os comentários sarcásticos surgiam nas horas mais inesperadas. Era motivo de riso, sabia entreter como ninguém, e enganava com o contraste entre o rosto angelical e as sacadas fenomenais.

J. era a leveza em pessoa, uma mistura de menina-hippie e mulher que tentava se encontrar. Era a necessidade de liberdade de uma menina que cresceu sob uma educação um tanto quanto rígida dos pais. Mistura de coragem e um pouco de medo, era a mais sentimental das quatro.

L… definitivamente, L. era a guerreira. A fibra, a luta e a inteligência com certeza encontravam nela seu melhor lar. Vida sofrida de jovem que perdeu a mãe cedo demais, antes do que qualquer um espera. Mas vontade de vencer para orgulhá-la, ah, muita vontade.

N. era a alegria! O espírito virtuoso e a sociabilidade. A capacidade e a vontade de ter “um milhão de amigos”, como queria Roberto Carlos. O sorriso constante – diante dos outros. Só as outras três conheciam seu mau-humor. A esportista, a popular, a “sempre feliz”.

Mesmo tão diferentes, elas tinham uma coisa muito igual, e FUNDAMENTAL para que pessoas como elas desenvolvessem um laço tangível ao sangue familiar: todas tinham o coração bom, muito bom. Tinham vontade de vencer na vida, e de saírem da cidade que aprenderam a amar melhores do que chegaram.

Juntas, elas aprenderam muitas coisas. Aprenderam que passar a noite comendo pão-de-queijo e brincando de Verdade ou Desafio rende uma manhã sofrível, mas uma lembrança extremamente agradável. Aprenderam que não há nada mais restaurador de uma fossa que um episódio de Friends e uma panela de brigadeiro. Aprenderam que Imagem e Ação não é jogo de criança. Aprenderam que ir a festas e dormir pouco não cansa: deixa o espírito mais jovem. Aprenderam que chegar em casa e ter um colo para chorar que não seja o de sua mãe – e além dele, ser rodeada por mais dois – não é sorte, é BENÇÃO. Aprenderam que amigas como elas quase não existiam: como dizia o grupo preferido da trupe, era coisa “só para raros”.

No epílogo dessa história, elas se encontraram na festa de formatura de J. Distantes fisicamente há um ano, relembraram todas essas lições, se divertiram, se abraçaram. E assinaram, no final de seu livro, a seguinte frase, com convicção: E VIVERAM AMIGAS PARA SEMPRE.*

* Uma pequena homenagem para “as de sempre”

_____________________________________________

Contatos:

E-mail: colunamiss@gmail.com

Twitter: @colunamiss

Perguntas: www.formspring.me/missindependent


Postado por: Miss Independent em 25/02/10
Categoria: Miss Independent

miss

“…mas, desde então, mudei muitas vezes.” Essa frase de “Alice no País das Maravilhas” traz um assunto pertinente em tempos de BBB e “análise da personalidade e do comportamento alheio”. Não vou aqui fazer apologia ao programa, embora tenha meus motivos para assisti-lo, que vão além da simples ‘curiosidade’. Vim falar da famosa “crise de identidade”, e da estereotipagem da vida alheia.

Quem é que, diante de uma briga com alguém, ou uma situação de raiva, não se surpreendeu com a própria reação? Muitas vezes, aquela pessoa tida como barraqueira pelo simples fato de ser mais incisiva em suas opiniões - mesmo ninguém nunca tendo visto um fuá armado pela cidadã -, é aquela que todos ESPERAM que reaja levantando o dedo, apontando os outros e acusando defeitos descaradamente. E, inúmeras vezes, já vi justamente “a barraqueira” ficar quieta e não opinar.

Minha mãe diz que eu sou barraqueira também. Mas já vi brigas em que não me meti, já vivi situações que eu simplesmente ignorei. E me surpreendi positivamente comigo mesma. Já me surpreendi negativamente também, não só nesses casos, como em outras situações que a vida nos apresenta e pede que nos posicionemos. Porém me pergunto: que mania é essa que a sociedade – e até nós mesmos – tem de ‘rotular’ as pessoas? De marcar um estereótipo e esperar que Fulano seja sempre aquilo, reaja conforme nossas expectativas, sejam elas boas ou más, não fuja ao “script” que está em nossa cabeça?

Somos obrigados, constantemente, a nos definir. Desde um mísero “quem sou eu” no Orkut, passando pela questão ‘O que você espera deste emprego?’ durante aquela seleção de vaga desejada, até o “conte-nos um pouco de você”, ouvido no primeiro dia de aula da faculdade ou na primeira sessão de terapia. É esperado que nós saibamos, pelo simples fato de convivermos 24 horas com nós mesmos, quem somos, o que queremos, quais são nossos sonhos e que tipo de coisas não desejamos para nossa vida. Não podemos nem sequer ter uma crise de identidade tranquilos!

Contudo, a verdade é que é MUITO DIFÍCIL saber isso, especialmente quando se tem 20 e poucos anos. É muito difícil se saber aos 40. E é ainda difícil ter certeza mesmo ao fim da vida. Porque não somos UMA COISA SÓ… Somos resultado da “mistura” dos valores que agregamos até os 15 anos, dos aspectos da nossa personalidade, da cultura em que crescemos e enraizamos e das escolhas que fizemos diante das diversas situações em que fomos colocados. Não somos NUNCA uma coisa só. Essa herança da época do Romantismo, em que as histórias eram maniqueístas, divididas entre vilões e mocinhos, até hoje nos aflige. Quem nunca sofreu por ser certinho demais? Pois é dessa pessoa que não se esperam os erros! Quem nunca se chateou por ser taxado como ‘o errado’? Pois é dele que não se espera nada…

Todos nós sofremos mudanças em nosso jeito de ser e, ao contrário do que muitos pensam, não se precisa de um longo período de tempo para que esta se realize. Ela acontece de um mês para o outro, de uma semana para outra e, aos casos mais ‘graves’, de um dia para o outro. Talvez seja por isso que, espantosamente, uma figura como Marcelo Dourado, odiada e renegada em sua última participação no Big Brother, ande tão bem aceito agora. Nós não somos os mesmos. Nós NUNCA somos. E o fantástico da vida é essa extrema capacidade que o ser humano tem de mudar diante dela.

_____________________________________________

Contatos:

E-mail: colunamiss@gmail.com

Twitter: @colunamiss

Perguntas: www.formspring.me/missindependent


Postado por: Miss Independent em 11/02/10
Categoria: Miss Independent

miss

Um ou dois dias atrás, vi nossa leitora @vihfreitas comentando no Twitter sobre a incômoda “sombra do ex” em nossas vidas. Ela existe, “é demais, é pesada, não há paz” (parodiando ‘Boa Sorte’, de Vanessa da Mata). Há casos em que a gente realmente se pergunta se colou chiclete embaixo da mesa da Santa Ceia para estar pagando tantos pecados! É perseguição em todos os meios possíveis: virtual, eletrônico, telefônico e, a pior delas, NO MUNDO REAL!

Quando você termina um namoro – se você terminar SEM GOSTAR, ou seja, rompeu porque os sentimentos iniciais foram embora e nada é como antes – muitas vezes fica aquela ligeira “aversão” à simples menção da pessoa. Um ex de uma amiga acabou sendo apelidado de “Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado”, tamanha era a aflição que ela sentia quando ouvia o nome do dito cujo. E ele protagonizou a pior “sombra de ex” que eu já tomei conhecimento na vida.

Após três anos de namoro, algumas idas e vindas, e sempre as mesmas reclamações sobre alguns aspectos e comportamentos do namorado, L. decidiu dar um basta na relação que capengava e pendurava-se na “piedade” que ela sentia por aquele que a havia aguentado todo aquele tempo. Como no ato de término já não havia sentimento, ela simplesmente seguiu em frente e, dois meses depois, arranjou um novo “rolo”. Porém, Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado, sempre fuçando a vida de L., descobriu certo dia que ela iria a um barzinho. Só não sabia que ela iria acompanhada.

Chegando lá, L. deu de cara com o ex – e a cara não era boa. Percebendo que podia dar alguma merda confusão, ela explicou a situação delicadamente a seu novo rolo e sugeriu que fossem ao apartamento dela. Ele topou e, como toda mulher vaidosa, L. resolveu passar no banheiro para uma última retocada na maquiagem. Ao sair, quem está na porta do WC, com braços cruzados e cara de poucos amigos? O ex. O diálogo que seguiu:

O ex: “Dois meses e você já está com outra pessoa?”

L.: “Isso não é da sua conta, a gente já terminou e você sabe disso.”

O ex: “Você está gostando dele?”

L.: “Isso não é da sua conta, já te falei. Dá licença.”

Muito a contragosto, ele cedeu espaço e L. seguiu para casa para curtir o que ela pensava que seria uma noite tranquila com o novo rolo. Doce ilusão… O ex simplesmente SEGUIU os dois até a casa de L. e, das 1h até aproximadamente 4h, tocou o interfone de 10 em 10 minutos, dizendo a ela absurdos como “Você está transando com ele? Ele é melhor que eu?”. Não preciso nem dizer que hoje minha amiga não só não pode ouvir o nome do ser, como evita ao máximo vê-lo pessoalmente… segundo ela, até a carinha dele na timeline do twitter assusta.

Fico pensando o que leva alguém a chegar à tamanha obsessão. O que faz uma pessoa adotar esse tipo de comportamento? Até porque, o jeito é seguir em frente: não dar barraco, não perseguir, não vigiar, enfim, não agir como maníaco-obsessivo, especialmente se você tem esperanças de um dia VOLTAR com a ex e não quer estragar a “boa impressão que ficou”. O melhor a se fazer é levar a sério aquela estrofe que diz “há um desencontro, veja por esse ponto: há tantas pessoas especiais…”. Não seja sombra, siga em frente.

É só isso. Não tem mais jeito. Acabou? Boa sorte. ;)

_____________________________________________

Contatos:

E-mail: colunamiss@gmail.com

Twitter: @colunamiss

Perguntas: www.formspring.me/missindependent


Postado por: Vinicius Paraiba em 04/02/10
Categoria: Miss Independent

miss

Tava pensando comigo… a gente perde tanto tempo com e-mails profissionais, ou e-mails que a gente simplesmente vê e encaminha, ou ainda vendo besteira e lendo mais besteira ainda na Internet… pensei em fazer algo diferente para essa semana. Fiquei com vontade de, sei lá, tocar o coração de cada um com um vídeo que eu amo, e já devo ter assistido mais de cinco vezes nessa última semana, na qual recorri muito a uma coisa chamada “fé”. É um vídeo que eu amo, e ele é autoexplicativo. Ele é curto, tem menos de 4 minutos, então por favor, assistam com atenção, não vai tomar o tempo de vocês. Esse é pra explicar porque eu acredito - e acho que todos deveriam acreditar - na frase “O mundo é de quem sonha”. Acho que pra um começo de ano, é ótimo renovarmos nossa fé assistindo a esse relato:


Agradeço ao Rodrigo Pina porque, se não me engano, foi ele, através do colunamiss@gmail.com, depois do meu post Baseado em um sonho, que me mandou esse vídeo… Rodrigo, desde então, essa frase que eu criei em resposta a seu e-mail – “o mundo é de quem sonha” – tornou-se praticamente meu lema. Muito obrigada!!

_____________________________________________

Contatos:

E-mail: colunamiss@gmail.com

Twitter: @colunamiss

Perguntas: www.formspring.me/missindependent


Postado por: Miss Independent em 21/01/10
Categoria: Miss Independent

miss

Estou no MSN com a minha melhor amiga quando ela me manda a frase: “Vê a foto dessa japa!”, seguida da pergunta “Ela é mais bonita do que eu?”.

Abri a foto da tal da japa e ENGOLI EM SECO. A menina era linda. Só pra constar: minha melhor amiga também é. E isso não é coisa de melhor amiga: sei citar pelo menos 500 detalhes que tornam minha amiga uma menina linda. O cabelo dela é lindo, castanho escuro, daquele que tem brilho, que cai que nem comercial de shampoo. A cor do cabelo combina com a pele, bem branquinha. Ela tem algumas pintas que eu acho um charme. Tem um sorriso bonito. É magra, SUPER MAGRA (Paraíba, você ADORARIA essa minha amiga!). Enfim, é minha melhor amiga… Não preciso nem falar que ela fica ainda mais bonita pra mim, porque conheço toda a história, toda a meiguice, toda a inteligência, o esforço, o jeito bonzinho de ser, a parceria de sempre, desde os 4 anos de idade…

Mas quando vi a foto da japa, confesso que gelei. Eu não sou uma pessoa conhecida por saber mentir. Nem mesmo em MSN. Eu levo minha sinceridade extremamente a sério… eu consigo NO MÁXIMO omitir, consigo me segurar se alguma coisa me incomoda mas eu achar que não é o momento de ser revelada. Mas se alguém me pergunta… ih… ferrou.

Minha primeira reação foi dizer: “Amiga, não comece”. Então pronto. Ela soube minha resposta. Não, não cometi o PECADO de achar a japa mais bonita que a minha amiga: eu juro! NÃO ACHEI. Mas eu não podia dizer, como pude outras vezes, “ahhhhhh G… claro que nãoooooo! Que menina baranga!”.

Por causa disso, iniciou-se uma discussão, em que eu acusei minha amiga de ser LINDA porém MUITO INSEGURA, e em que ela me acusou de não ter respondido a pergunta dela. Fiquei pensando então: “quando é que devemos ser SINCEROS com a pessoa?”. Sabe o que eu acho? A resposta é “só quando a pessoa nos cobrar sinceridade”.

Aqueles momentos em que alguém senta e fala “amiga, vou perguntar isso de todo o coração e estou contando com a sua sinceridade…”. Aí sim!!! Essa é a hora de usá-la. Sua amiga pediu, e está esperando isso de você! Vá lá, despeje a verdade…

Entretanto, as pessoas não precisam ouvir a verdade sempre… às vezes, elas SÓ PRECISAM ratificar o que pensam. É por isso que o famoso “vai dar tudo certo” é a melhor coisa a ser dita em uma situação difícil. Porque as pessoas estão tão desoladas, que elas precisam se agarrar em algo. Vejam bem: não estou falando de MENTIR. Quando alguém está numa má situação, e você diz “vai dar tudo certo”, nada impede que você esteja dizendo aquilo apenas porque acredita que vai dar tudo certo, porque deseja de todo o coração e demonstra fé que a pessoa vai encontrar a luz no fim do túnel. Não se trata de mentir, mas sim de dar ESPERANÇA às pessoas… criar algo em que elas possam se agarrar e acreditar, e realmente conseguir dar a volta por cima.

Mas, se aparecer uma japa bonita no meio do caminho da sua amiga insegura, já sabe… coloque ausente no MSN, reze um Pai Nosso e CORRA!

_____________________________________________

Contatos:

E-mail: colunamiss@gmail.com

Twitter: @colunamiss

Perguntas: www.formspring.me/missindependent


Postado por: Miss Independent em 14/01/10
Categoria: Miss Independent

miss

Dia 9 de janeiro, nós completamos UM ANO de coluna Miss Independent… um ano! Já? Sim, um ano…

Foram inúmeros os assuntos abordados aqui: eu comecei falando de Sex and The City, contei que eu fazia terapia, abordei as cantadas mais esdrúxulas que já ouvi (ou ouviram) por aí e, em um dos textos que tenho mais orgulho de ter escrito aqui, contei da minha fase depressiva e de uma das coisas que me ajudaram a sair dela, que foi perceber os sinais que a vida nos dá. Fiquei sabendo, inclusive, que uma menina parou o Paraíba na balada e agradeceu esse texto, colocou-o no Orkut e sentiu vontade de seguir em frente por causa do que leu. Isso é muito gratificante.

Em todos os 365 dias do ano que passou, desde o meu desabafo sobre as questões mundanas – recorde de comentários na coluna -, a reprodução de um diálogo engraçado e ao mesmo tempo romântico que presenciei, o texto emocionado sobre o falecimento de minha avó e a história do meu maior amor 1 e a história do meu maior amor 2 e, vocês estiveram comigo, acompanhando um pouco do que acontecia na minha vida, seja na parte amorosa, seja no aspecto familiar, nas coisas que vivenciei e nas opiniões que formava.

Portanto, quero agradecer a vocês pelos elogios, pelos comentários, pelas twittadas, por me seguirem, pelas risadas e até pelos xingos e críticas que recebi. Agradeço à galera que abria o coração pelo e-mail, que pediu conselho amoroso, que só escreveu algo pra comentar as colunas, que contou histórias, que contribuiu com sugestões, que mandou textos, que lembrou de mim e pensou “A Miss saberia o que fazer!” – sim, acreditem, já ouvi isso! E esse carinho todo não tem preço!

Quero deixar um agradecimento em especial a algumas pessoas especiais para essa coluna: Larissa, Rodrigo Pina, Giovanna Cancian, Vanessa Fernandes, Caio Soares, Cesar, Camila Correa, Carolina Gaio, Bruna Medina, Marla. E claro, agradeço aos Chefs (vulgo Vinicius Paraíba), pois sem ele, a Miss Independent não existiria! Ele me disse certa vez: “eu amo essa personagem que a gente criou”. E quer saber? Eu também amo.

“She got her own thing… that’s why I love her. Miss Independent”.

_____________________________________________

Contatos:

E-mail: colunamiss@gmail.com
Twitter: @colunamiss
Perguntas: www.formspring.me/missindependent


Postado por: Miss Independent em 07/01/10
Categoria: Cotidiano, Miss Independent

miss

Há não muito tempo, subi em um ônibus e notei um mocinho bonitinho e tals, mas nada que me chamasse mais atenção. Por coincidência fui sentar na mesma fileira de banco dele, só que do lado esquerdo, e ele do direito. Foi aí que eu bati o olho e enxerguei o relógio ENORME no pulso dele.

Gente, eu sou TARADA por homem que usa relógio grande!! E acho que não tinha tomado consciência disso até esse dia, porque minha linguagem corporal inteira mudou assim que vi que ele usava um relógio grande! Passei a viagem inteira de olho GRUDADO naquele menino.

Eu não sei bem o PORQUÊ disso. Desconfio de duas coisas: primeira, relógio grande dá um certo status. Você não vê um mano na rua usando relógio grande. Você não vê um cara que está à toa na vida, ainda que bem apessoado, usando relógio grande. Usa relógio grande quem é importante. Fora a carga de compromisso e responsabilidade que você imagina que o cara possui e o obrigou a ter um relógio daquele, marcando as horas de maneira indefectível.

A segunda razão é… meu melhor amigo do colegial usava um relógio grande. Enquanto os outros meninos usavam aqueles pequenos, de borracha, ou nem usavam nada nos pulsos, eu sempre achei o relógio grande dele um charme. Eu, que achava ele um cara pra casar já naquela época, com certeza associei a questão do “relógio grande” ao pacote de “bom partido”, típico da época de nossas avós.

É incrível como cada uma de nós mulheres tem essas particularidades sem muita explicação racional – pelo menos à primeira vista. Tenho uma amiga que ADORA moços de olhos pequenos: bastou ter o olho pequeno que ela gama. À época do colegial, tinha ainda uma outra amiga que, enquanto sentávamos para ver os meninos jogando futebol – do tronco pra cima – ela realmente ficava olhando a trajetória da bola. Interessada na partida e nos traquejos futebolísticos? Que nada! Ela tinha tara por panturrilhas… Às vezes o cara não era dos mais bonitos, mas se ele tivesse uma panturrilha arrumadinha… Pronto! Lá estava ela após o intervalo encantada pelo dito cujo que, diante do suor que emanava após a correria na quadra, achava a situação toda no mínimo estranha.

Podemos encontrar inúmeros causos do tipo – leitoras que gostam de outras peculiaridades, e até mesmo homens que gostam de algo muito específico em uma mulher. Existem até mesmo aquele grupo de pessoas que se encanta por aspectos que consideramos defeitos: um olhar um pouquinho mais vesgo, aquela banhinha a mais, aquele dentinho levemente torto ou separado na frente. Mas, como diria aquele velho ditado… o que seria do azul se todos gostassem do amarelo?

_____________________________________________

Contatos:

E-mail: colunamiss@gmail.com
Twitter: @colunamiss
Perguntas: www.formspring.me/missindependent


Postado por: Miss Independent em 30/12/09
Categoria: Miss Independent

miss

Escolhi ir direto ao assunto no título para mostrar a vocês, queridos leitores, essa situação bizarra que aconteceu em minha vida, e que no fim se revelou algo do qual tirei proveito (e não é do jeito que vocês estão pensando!). Foi mais uma daquelas situações que começaram com o pensamento de “Meu Deus, o que fiz para merecer?” e terminaram com aquela sensação de “Deus escreve certo por linhas tortas”.

Estava eu em meu apartamento em Bauru, no dia 1º de janeiro de 2008. Meus pais haviam ido à cidade para passar o réveillon comigo, já que trabalhei até o meio-dia do dia 31. A virada em si passei com eles, e dormimos todos em um hotel, porém como o dia 1 era um domingo, eles escolheram ir embora por volta de 14h, já que no dia seguinte minha mãe retornava ao trabalho.

Foi aí que, de volta ao meu apartamento, dei de cara com ele: J., o ex, (falei dele nesse dia) já estava bem instalado e me olhando com uma cara de “e aí, o que a gente faz agora?”. Para quem está se perguntando como ele foi parar lá dentro, ou o que estava fazendo visitando a ex no primeiro dia do Ano Novo, explico: eu morava com a irmã dele. Ela estava de férias, mas ele precisava de algum lugar para ficar em Bauru enquanto resolvia umas pendências da república na qual ele havia morado. Ele já tinha entregado a casa, mas precisava acompanhar todo o serviço de vistoria e pintura. Claro que tudo isso só seria feito no dia 2. Mas a irmã (ex-cunhada) me consultou, eu disse que tudo bem, e ele veio no dia 1 mesmo.

No começo, foi… estranho. Apesar de termos mantido a amizade após o fim do relacionamento, eu realmente nunca tinha ficado a sós com ele. Muito menos num lugar tão íntimo quanto meu apartamento. Quer dizer, quando ele ia visitar a irmã, sempre havia mais pessoas além de mim – no mínimo, eu, ele e a irmã! Na falta do que fazer, começamos a nos revezar entre o computador e a televisão, assistindo Pica-pau na Record, dando algumas risadas, e puxando alguns assuntos básicos de “e aí, como vai seu trabalho?”.

Passado um tempo, eu percebi que estávamos nos divertindo. Eu sabia muitas coisas sobre ele – o que gostava, o que fazia, o que o desagradava, e isso me ajudou a criar um ambiente mais agradável. Ofereci pipoca e refrigerante, algo que sabia que o relembrava dos tempos de república, e demos boas risadas quando ele me contou que, durante a faculdade, ele e os amigos só comiam pipocas vencidas: as dentro do prazo de validade eram item raro na casa de seis homens atarefados com emprego e faculdade.

Depois de tomar banho (leia-se: eu no banho, e o ex na sala, por favor!), J. ficou tirando um sarro pela trilha sonora “Lily Allen” que eu havia escolhido. Eu disse “é, ando meio revoltada. Mas as músicas são legais”. Ele concordou e disse que copiaria o CD.

Ele continuou mais uns dias em meu apartamento, até resolver tudo de sua ex-moradia, e eu prossegui com minha vida normalmente durante aquela semana: levantava, dava bom dia, ia trabalhar, e só voltava depois das 18h. E ele estava lá, sempre tranquilo. Me impressionei com como estávamos levando aquilo numa boa e disse para ele: “isso ta parecendo vida de casado”. Ele deu risada e concordou também.

O que nunca vou esquecer é de que, por um momento, quando o vi na sala no dia 1º, eu amaldiçoei ter aceitado aquela situação. Hoje vejo que, graças a ela, eu acabei tendo a primeira semana de Ano Novo mais legal da minha vida.

_____________________________________________

Contatos:

E-mail: colunamiss@gmail.com
Twitter: @colunamiss
Perguntas: www.formspring.me/missindependent


Postado por: Miss Independent em 24/12/09
Categoria: Miss Independent

miss

São tantos rituais que me perco a essa época do ano. Sim, ela é mágica, sem dúvida, mas cabe a cada um encontrar de onde vem a SUA magia de Natal e Ano Novo.

Simpatias são tantas, e já são tantos anos utilizando das mesmas, que desisti. Não porque não me trouxeram sorte, pelo contrário: sinto que já realizei o que pedi. Essa é uma época que nos convida a vermos o novo, a enxergarmos o outro lado e – por que não? – a arriscarmos e levarmos a sério o lema “Ano Novo, vida nova”, cortando alguns velhos hábitos e costumes já intrínsecos.

Não, não estou falando daquela lista infindável de coisas que queremos para o Ano Novo, e que começamos a pedir já na semana do dia 24 de dezembro – quero emagrecer, quero sair mais, quero arranjar um namorado, quero um emprego novo, quero viajar e quero mais saúde. Isso tudo é muito genérico. E isso meio que resume o que todo mundo quer.

A intenção dessa época é outra. É um convite para que você mergulhe dentro de você mesmo, dentro de sua essência. É um convite à mudança, à reparação, à evolução. É Deus pedindo que você olhe pra dentro de si e, tal qual criança conversando com o Papai Noel, peça “Papai… esse defeitozinho aqui não tá legal. Quero mudar. Em troca, o Senhor não me daria aquele emprego novo, com um chefe mais tolerante e um ambiente mais agradável? Prometo me esforçar na mudança da minha personalidade, em ser mais tolerante também”.

Em suma, essa é a época de fazer DIFERENTE, de sair da mesmice que preponderou o ano todo. O ANO TODO você desejou um emprego novo. Mas o que de fato você fez para isso? Será que você MERECE isso? Essa é a hora de questionar e de ir em busca realmente. Cabe a você decidir como será completada a frase “Ano Novo, Vida…”. E nada como um novo ano para termos a sensação de que a caminhada, apesar de estar apenas no início, será incrivelmente deliciosa.

Boas festas a todos!

_____________________________________________

Contatos:

E-mail: colunamiss@gmail.com
Twitter: @colunamiss
Perguntas: www.formspring.me/missindependent