
“Segunda-feira tudo vai mudar lá na empresa, vou contar pra todo mundo o que você está fazendo aqui”. Fui abordada dia desses, com essa frase estúpida gentil e educada, numa “balada sertaneja”. Olhei para o ser: eu realmente o conhecia de vista da empresa em que trabalho. Mas eu nunca havia sequer trocado um “bom dia” com a pessoa…
Imediatamente olhei minhas mãos: como de praxe, nenhuma bebida. Pensei se eu havia bebido algo aquela noite, mas não. Olhei para minhas amigas, a fim de analisar se éramos um bando “alegre demais” e se eu poderia ter chamado a atenção “por tabela”. Não também: estávamos todas praticamente à margem da balada, quietas e sossegadas.
Olhei com cara de brava, me sentindo ligeiramente invadida por aquela ameaça. EU SEI que era uma brincadeira, mas não soou como tal. Pelo contrário: soou bem grosseiro, pelo tom que foi usado. Na falta de algo melhor para puxar assunto, ele me saiu com essa. Não seria mais simples dizer: “Oi, você trabalha na empresa tal? Eu já vi você lá.”. Nessas horas, menos é mais #anotem. Ele pediu desculpas, percebeu que a brincadeira não pegou bem. Eu disse “sem problemas”, mas fiquei na minha: rolava uma vontade ZERO de conversar depois da gracinha sem graça…
Passada pouco mais de 1h, ele voltou… Ok, eu já estava mais de boa e até procurei ser simpática. Ele brincou sobre duas amigas minhas que estavam sendo cantadas há mais de meia-hora. Eu respondi: “pois é, esses homens insistentes…”. Mas usei a palavra errada: INCOVENIENTE é o adjetivo para essa categoria. E ele provou fazer MESMO parte dela.
Começou a me encher o saco sobre beber. Segurando um energético na mão, ele disse:
Chato: Bebe…
Miss: Não, obrigada…
Chato (empurrando o copo): Bebe, só um gole…
Miss (ainda tranquila): Não, obrigada, eu não bebo mesmo.
Chato (quase colocando o copo na minha cara): Mas isso não é bebida…
Miss (em pensamento): Que parte do NÃO você não entendeu?
Desisti e disse: “olha, na boa, eu não bebo. Não importa se é bebida alcoólica ou energético. Eu não bebo mesmo…”.
E ele pareceu ter desistido.
Mas ele voltou… MUNIDO DE UMA COCA-COLA. Novamente empurrando a bebida em minha direção.
Mulheres, vocês me entendem… quem aí já teria perdido a boa, levanta a mão!
Há uma linha MUITO FINA entre ser gentil e ser malapracara… incoveniente. Como perceber? SIMPLES… se a menina corresponder alguma investida sua, ela achará LINDO que você busque uma Coca, uma bebida, uma flor, qualquer coisa… Mas se ela não der espaço e não corresponder… NÃO INSISTA!!! O que você vai conseguir é ganhar o título de “inconveniente da noite” e ser citado numa coluna como exemplo para que outros não façam o que você fez…
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09/07/10 at 13:29
kkkk
o cara foi chato.
se alguma moça chegasse em mim assim, eu acharia apenas uma falta de criatividade mas iria interagir mesmo q pendesse pro lado do “não, eu nao vou ficar com vc” (afinal, energetico nao mata)
mas deixa vc ficar 5 ou 6 anos sem alguem chegar em vc pra vc achar blz onde nao tem, achar q persistência é uma coisa boa na vida, que energético é uma delícia… no mínimo vc nao escreveria sobre o ocorrido.
15/07/10 at 0:08
5 ou 6 anos sem alguém chegar em mim e eu viro freira, colega.
31/07/10 at 19:25
Faltou o famoso “entro….”.
Você entende, né?