
Após meu último texto, fiquei pensando sobre um mal que assola a humanidade nestes nossos “tempinhos modernos”: a falta de criatividade. Muitas vezes me sinto quebrando a cabeça pra ver o que escrevo aqui. Até hoje me assombro com a quantidade de imaginação que meu amigo depositou naquela história do Gary Ball. Mas vamos combinar, a vida não fica um tantinho melhor quando fazemos algo diferente?
Seja pra quebrar a rotina, o protocolo, as regras ou o convencional, a criatividade é algo bonito de se ver! Vai dizer que não é legal assistir aos comercias da Skol (ta bom, sou fã daqueles publicitários, admito!)? E os comerciais da Coca-Cola, sempre com musiquinhas diferentes, ou histórias que ninguém pensou?
Agora, nada PIOR que se deparar com coisas IGUAIS. Tomando por base a programação televisiva, meu objeto de estudo dos últimos tempos, “Caminho das Índias” parece “O Clone”.
- “Ah, não é, assiste, a história é diferente”.
Mas vamos combinar, dá VONTADE de ver algo que a gente imagina que já sabe? CLARO QUE NÃO. Os seriados também: as histórias repetem-se, e a fórmula “uma protagonista loira e uma morena” também. Malhação, então, dá até dó. Os adolescentes assistem às diferentes temporadas, que caracterizam-se apenas pela troca de atores (alguns!) mas as histórias se repetem e o casal só vai ficar junto no final… haja paciência!
Pra completar, as formaturas… quem nunca ouviu uma música clichê em alguma colação que atire o primeiro canudo! Na pré-escola, me formei ao som de “Amigos para Sempre” (a do comercial)! No 3º colegial, “Como Nossos Pais”.
E na de agora a da faculdade, alguém disse durante o ensaio, de manhã: “aposto que à noite vai tocar alguma música do Kenny G”. Não deu outra! Estávamos no mesmo lugar, horas mais tarde, ouvindo o tema de “Tudo Por Amor – Dying Young” (é de um filme da Julia Roberts que, ACREDITE, se você ouvir duas notas do sax vai ver que conhece a música-tema).
Bom, sendo assim, quero pedir desculpas se alguma vez faltou criatividade nessa coluna… E faço um apelo ao Paraíba e seus amigos publicitários: SALVEM-NOS, por favor!!