Histórico de janeiro, 2009.

O ano de 2008 foi particularmente difícil. Poucas pessoas próximas a mim sabem, mas ele deflagrou o que foi chamado de “princípio de depressão” em minha vida. Quer dizer, não perdi nenhum parente ou alguém muito próximo e querido, e não tive nenhuma tragédia acontecendo comigo ou com alguém de quem eu gostasse muito. Mas eu perdi alguma coisa. Sou meio louca, eu sei, do tipo que tem tudo pra ser feliz mas está sempre faltando algo (isso me lembrou a Maysa – pra quem assistiu à mini-série – mas tudo bem). Comparações à parte, de fato 2008 não foi o ano que imaginei quando desejava “Feliz Ano Novo” na penúltima virada.
Porém, nessa minha época depressiva, mergulhei numa busca por mim mesma, vamos dizer assim. Aquelas velhas crises metafísicas de “quem sou eu e o que quero pra minha vida?”. Porém isso é TORTURANTE, especialmente se você é uma pessoa ansiosa como eu. A gente simplesmente NÃO TEM PACIÊNCIA para esperar a resposta. E nisso, percebi que meu dia-a-dia, meu trabalho e muitas coisas que me distraiam tornaram-se uma fuga: enquanto eu estivesse ocupada, eu não teria que lidar com a dor, com o vazio de não saber porque me sentia triste a maior parte do tempo.
No entanto, um amigo próximo percebeu essa minha “fuga da vida”. E um dia me veio com uma “dica”. Ele disse “ouvi uma música e lembrei de você, então toma, ela é sua”. Essa música chama-se Unwritten, da cantora Natasha Bedingfield, e toda menininha de 16 anos tem verdadeira adoração pela letra. Mas eu, pra variar, nunca tinha parado pra prestar atenção. Num dos trechos que mais gosto, ela diz “Feel the rain on your skin, no one else can feel it for you, only you can let it in” (Sinta a chuva em sua pele, ninguém mais pode senti-la por você, só você pode deixá-la entrar). E aqueles versos ficaram me martelando a cabeça.
Então eu decidi mudar. Decidi resolver o que me atormentava, decidi parar de fugir de mim mesma. E naquele dia liguei para uma amiga, convidei-a pra fazer uma das coisas que mais gosto – ir ao cinema – e para conversarmos também. Tanto ela, quanto eu, precisávamos muito daquela conversa, e não sei porquê eu escolhi ela, talvez porque eu sentisse que ela andava triste como eu. Fomos ao shopping, conversamos, depois demos umas risadas no cinema, e saímos.
Como eu morava perto do local, coisa de uma ou duas quadras, íamos embora a pé. Mas quando estávamos na rua, quem veio? Nossa outra amiga, a chuva. Digo amiga, porque assim que ela começou, minha amiga resmungou alguma coisa, e eu quis acompanhá-la, xingando e esbravejando, mas aí… aí eu lembrei da música. “Feel the rain on your skin”. Então olhei para minha amiga, sorri, e em vez de engrossar a reclamação, comecei a cantar pulando os versos dessa música. Ela riu, disse que eu era louca, mas dois segundos depois estava descendo a rua dançando e cantando comigo.
Foi um dos meus melhores dias em 2008. E de quebra, ele marcou um sinal muito poderoso pra mim. Toda vez que chove, eu penso em todas as metáforas que isso traz na minha vida. Lembro da música, lembro de como “ninguém derrete” por tomar uma chuva, lembro que ela passa, lembro que ela lava, e lembro que o sol sempre vem depois. E lembro também QUE SÓ EU POSSO SENTIR A CHUVA E VIVER A MINHA VIDA.
Que 2009 traga chuvas gostosas e sóis melhores ainda a você. Mas que, acima de tudo, você saiba perceber os sinais pedindo que você SIMPLESMENTE VIVA.

Esse novo comercial, da Skol se não me engano, sobre paqueras e abordagens amorosas me fez pensar mais sobre as cantadas que levamos e ouvimos por essa vida afora. Então vim aqui dividir essa reflexão e contar as mais esdrúxulas – ou inteligentes, pelo menos algumas – para vocês.
Dia desses fui com mais 3 amigas a um karaokê. Quando alguma de nós subia pra cantar – sim, esse karaokê tem um palquinho (ou seria palcozinho?) – as outras, pra dar aquele apoio moral, ficavam gritando “linda! Gostosa! Vitaminada!” e por aí vai… Eis que minha amiga R. (vamos preservar os nomes!) solta um “Sereiaaaa!”. Eu olhei perplexa, porém me matando de rir pra ela, com uma cara que ela entendeu e só explicou: “ouvi um dia aí na rua”.
Tem também aquela clássica, e que eu acho super inteligente, do coquinho. Ta, ela é meio besta sim, mas é bonitinha e garanto que o menino ganha no mínimo uma risadinha da moça. Pros desavisados, é aquela que o cara chega e fala “Tem um coqueiro em cima do monte. Um coquinho caiu. Rola ou não rola?”. Eu daria muita risada.
Bom, tem uma PÉSSIMA que ouvi um cara falar pra minha amiga uma vez. Minha querida G. estava paradinha num show e me chega o moço:
- Qual seu nome?
- G.
- O meu é Vicente. Rima, não rima?
Rima?! Nome de casal tem que combinar agora? Se combinar, a moça tem que dizer sim. Aff, faça-me o favor.
E a última pra mim é a melhor, e foi dirigida a essa pessoa que vos escreve. Eu tenho a péssima mania de dar a mim mesma nomes incomuns ou esdrúxulos quando não to a fim de conversar com o cara. Um dia numa balada, um moço chegou:
- Qual seu nome?
(parei e olhei um tempo pra cara dele, pra ele ver que eu PENSEI meu nome e sacar que não queria conversar com ele, então respondi, bem de cara fechada:)
- Olívia.
Ele sorriu e estendeu a mão como pra me cumprimentar, e só respondeu:
- Prazer, Popeye.
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Ps.: Já fiz minha primeira vítima da S.A.I. (depois de detectada, é claro). Já decidi que não quero mais sair com um cara aí. Mas sabe como é né gente? Mesmo o coqueiro estando em cima do morro, nem sempre o coquinho ROLA. Infelizmente. =/
Paciência é uma virtude.
Eu queria começar esse post com uma frasezinha clichê. uAHEhaHE! Mas é exatamente o que eu tenho que pedir pra vocês. Por que a situação ta complicada em termos de atualizações RÁPIDAS aqui no site. Mas eu to me virando bem. To atrasando, sim! Mas… antes tarde do que nunca.
Depois de uma sexta-feira com missa, colação e balada, eu tive o aniversário do Terrassi no sábado à noite e um churrasco da turma de Publicidade e Propaganda que está se formando, no domingo à tarde. As duas mini-coberturas estão aí pra quem quiser ver e comentar.
Assistam ao filme “O Curioso Caso de Benjamin Button” que está nos cinemas com o ator Brad Pitt. Falarei mais sobre o assunto em breve. Bejo no coração ;*

Pois é colegas, eis que esses dias estou eu na sala da minha terapeuta e ela me diz categórica: “você sofre de S.A.I. – Síndrome do Amor Inatingível”. Bom, sabe que doença moderna é tudo por sigla né? Mas o mais engraçado é que acho que essa é comum, a gente só não sabe que tem. Eu tenho VÁRIAS amigas que tem, e conforme ela foi falando fui detectando. Já até alertei algumas, e o pior: o nome combina. É uma maneira de você dar um “passa fora” num cara, de querer sossego, de não se entregar e mandar o cara SAIR da sua vida mesmo.
Mas o negócio é sério gente. Vou me direcionar às meninas agora… você por um acaso tem mania de gostar daquele cara inacessível? O mais popular, o mais bonito, o mais cafajeste, o mais galinha, o mais procurado, ou até o mais GAY?? Pois é, é sua forma INCONSCIENTE de gostar de alguém com quem você bem sabe que não tem futuro. Portanto, por mais que você tenha algum tipo de relacionamento com o ser, não vai durar como você gostaria, ou seja: VOCÊ SE AUTO-SABOTA.
E existe a SAI tipo 2 (isso já fui eu que inventei, a nomenclatura, embora o outro “tipo” exista mesmo). A SAI número 2 se constitui na seguinte situação: você está solteira. Ou melhor, solitária. Sozinha, desamparada, “oh meu Deus, por que ninguém gosta de mim?” e aquele drama todo que só nós mulheres sabemos fazer quando queremos ter alguém. Você sonha, idealiza, imagina como seria seu próximo relacionamento. Ouve uma música romântica e pensa “um dia vou cantar essa pro meu namorado”. Massss… eis que ele aparece. Quem? O candidato ao espaço vazio do seu coração. E o que você faz? Começa a SURTAR. “Ah, mas eu vou ter que largar minhas amigas? Ah, mas e se ele for grudento? Ah, mas ele JÁ TÁ ME LIGANDO?”. Ou seja, você não deixa o negócio FLUIR. Não deixa chegar na fase boa que seria aquela em que você dedica a música à pessoa que tanto procurou. E nesse mal-começo-de-relacionamento, você já começa a duvidar que queria ter um namorado; de repente, você ama sua liberdade e quer ficar mesmo sozinha, com ele não rola, você não ta a fim! Eis que ele vai embora e você pensa: “O QUE FOI QUE EU FIZ?”. Tá aí: o amor que você tanto deseja NUNCA É ATINGIDO. E de quem é a culpa? SUA, AMIGA.
Calma, eu também sou assim. Segundo minha terapeuta, relacionamento pra mim “é um processo de tortura; são muitos ‘e se’”. E são mesmo. E isso tem cura? Não sei, vou descobrir com ela… se alguém souber, me fale, por favor! Aliás, vamos discutir isso… quem sabe a gente descobre o porquê de tanta auto-sabotagem!
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Notinhas Culturais (ou não!)
1. “Negócios da China”, “Caminhos da Índia”… alguém chuta o nome da próxima novela das 19h da Globo??
2. Alguém viu quantas Misses tem nesse Big Brother? Será que uma Miss Independent teria chance?! O.o
3. Alguém viu o slogan da Telefonica no comercial de TV? “Telefonica – Desfrute o progresso”… bom, galera, vamo lá: HAHAHAHAHAHA HAHAHAHAHAHA. Agora podem falar sério.

Alguém aí já viu o “Sex and The City”, o filme? Tá, ele não é um filme exatamente novo, o que com certeza vai facilitar a minha mensagem; muitos de vocês já devem ter visto… Eu não sou fã da série. Aliás, confesso que tentei assistir sem conseguir passar pouco mais de 5 minutos vendo um episódio. Não porque a série é chata, mas sei lá, não me prendeu. É engraçado que aconteceu a mesma coisa quando fui ver “Friends” as primeiras vezes, mas Deus foi bom o bastante e me deu força de vontade pra que eu assistisse mais algumas vezes até que… bom, até que hoje sou fã inveterada e abomino pessoas que não gostam de “Friends”. Mas isso não vem ao caso.
O que vem ao caso é que eu classificava as séries. Tipo, “Friends” é sobre amizade, “Sex and The City”, sobre sexo, “The O.C” sobre os ricos da Califórnia, e por aí vai. Mera classificação ridícula e baseada nos títulos. O fato é que me impressionei assistindo ao filme “Sex and The City” (sim, mesmo sentindo uma certa indiferença pela série, topei ver o filme). E uma cena em especial me chamou muita a atenção.
Sabe aquela parte em que a Carrie (personagem principal) liga para o Mr. Big perguntando onde ele está, afinal de contas ela está pronta, de vestido, noiva e com uma pássaro na cabeça só o esperando na Igreja, e ele diz que não consegue se casar? Bom, a Carrie sai arrasada, amparada por suas 3 amigas fiéis (Miranda, Charlotte e Samantha) e seu carro cruza com o de Big, que percebeu a burrada fenomenal e deu meia-volta na contramão pra chegar até Carrie. Nesse momento, Carrie desce do carro e dá umas bofetadas com o buquê na cabeça de Big. Achei essa cena incrível, deu pra sentir a raiva e a tristeza dela, embora eu, se fosse Carrie Bradshaw, completaria com uma joelhada no saco (pois convenhamos que apanhar de buquê não deve doer a dor que aquele sujeito merecia no momento). Mas o destaque da cena é o momento em que, pós-bofetadas com buquê, a Carrie vira-se para se amparar no abraço de Charlotte, e então podemos ver como a personagem da amiga encara o “sempre-bom” Mister Big. Ele tenta falar com Carrie, e Charlotte, abraçando a amiga e de frente pra ele, levanta o dedo e diz “Não! Não!”. A força da cena é tremenda, o olhar da Charlotte fez o cara ficar no lugar dele.
Onde eu quero chegar? Quero chegar ao ponto em que “Friends” é uma série excelente, mas pouquíssimas vezes eu vi uma cena de amizade tão forte como essa. O senso de proteção que a Charlotte demonstrou, não só nessa cena, mas também ao longo do filme, como quando ela diz que imaginou diversas vezes seu diálogo com Big caso o encontrasse novamente, é o tipo de coisa que você só vê acontecer na vida real, com aquelas amigas que realmente se amam e se protegem (é, eu confesso que me identifiquei, sou do tipo “fico puta da vida com quem magoa amiga minha”). Com isso eu termino dizendo que sim, me rendi a “Sex and The City”. Não pelo sexo, nem pelas histórias amorosas, mas pelo forte senso de amizade demonstrado no filme. Tô louca pra alugar os DVDs!! Alguém me empresta?! Hehehe!
AH! A partir de hoje eu vou começar a escrever também aqui no Site do Paraíba. Pode me chamar de Miss Independent (embora não role tanta independência no momento, hahahaha). Aliás eu recomendo duas músicas com esse nome: a da Kelly Clarkson e a do Ne-Yo. Podem procurar, são muito boas! Esse pseudônimo foi minha amiga que inventou… na falta de um melhor, vai esse mesmo. ;*








